Alexandre Farto cresceu em meio aos graffitis políticos da década de 70 e 80 em plena Revolução dos Cravos de Portugal que derrubou o governo ditatorial de António Oliveira Salazar marcando o fim da era neo-imperialista européia.

Brocas, martelos, chaves de fendas e até ácido não são ferramentas típicas de um artista, certo? Errado, Alexandre Farto (aka. Vhils) combina esses utensílios “delicados” com os tradicionais spray e estêncil (além de uma técnica de dar inveja) para compor seus trabalhos.

O artista mistura técnicas tradicionais do street art como spray e estêncil juntamente com ferramentas nada usuais como furadeiras, martelas, alvejantes e até ácido.

Nascido em Lisboa, Portugal, começou a se interessar por street art em meio aos graffitis políticos das ruas lusitanas da década de 70 e 80 em plena Revolução dos Cravos Portuguesa. “Comecei a fazer graffiti quando tinha 10 anos de idade e a produzir com mais seriedade com 13” Diz o artista. “O graffiti me levou a interessar por arte e tudo que a circunda (…) Me levou a estudar arte em minha formação escolar e tudo o que eu sei após isso em termos do mundo das artes, contemporânea ou clássica. Tudo começou com meu interesse pelo graffiti”.

O espaço negativo é um conceito de design que consiste em trabalhar o inverso do preenchimento, ou seja, demarcar a forma pelo espaço que a circunda ou a figura pela sombra que proporciona (ausência de luz).

Entre sua larga lista de referências estão enigmático Banski e os brasileiros Os Gêmeos (!!!)
Alexandre Farto acredita que seu trabalho se baseia em dois pontos: O graffiti em sua forma mais destrutiva e o estêncil que lhe proporcionou novas formas e maneiras de se comunicar. “(…) eu uso a concepção de destruição como uma força criativa. A ideia é que somos feitos de uma série de influências como camadas sobrepostas vindas do ambiente em que crescemos. De uma forma bem simbólica, eu acredito que se removermos alguns dessas camadas e revelarmos as de baixo, podemos trazer à superfície coisas que deixamos para trás, esquecidas e que ainda fazem parte do que somos hoje”


“A beleza é apenas superficial; a feiúra permanece até os ossos; uma morre e desaparece, a outra permanece por si mesma.” (Alexandre Farto aka Vhils)

Veja a entrevista completa de Alexandre Farto (aka. Vhils) no Abduzeedo
Veja também matéria sobre Alexandre Farto em Óbvious 

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