O que é

Por uma Web de rua

Este é o primeiro post da Imagenária. Um post em celebração ao Homo-mídia, desde a sua criação há trinta mil anos atrás. Uma celebração a palavra, que se espalhou pelo mundo digital quando muitos previam que seria seu fim. Uma celebração a imagem, a música e ao filme que encheram de cores e sons o tráfico cinza infinito de códigos que giram pelo WWW. As expressões artísticas modificaram-se, adaptaram-se, cortaram-se, jorraram como água entrando onde podiam nesse mar infinito da Web acompanhando o avanço da tecnologia, provando, mais do que nunca, que o homem não vive sem arte; é, ao mesmo tempo, criador e criatura de suas próprias invenções.
A internet não é mais um sonho asimoviano de uma biblioteca infinita que abriga todo o conhecimento já produzido, mais do que isso, a internet se tornou um turbilhão de idéias, sentimentos, emoções e informação, muita informação. Deter a informação não é mais importante, mas sim encontrar as conexões que te levam ao novo.
A mobilidade deu a chance de adicionar o aqui e o agora nessa trama de publicações. O ponto físico, uma rua, um bar, se transplanta para o mundo invisível. Permitiu compartilhar uma manifestação no instante em que ela ocorre, saber sobre a música na hora em que ela é ouvida, assistir ao vídeo da campanha publicitária logo após ter visto o outdoor na esquina.
Assistimos, talvez, o gérmen de uma legítima consciência global, sem impérios sobre a cabeça, sem bandeiras predestinadas, e sim livre, sincera. Porque ainda vivemos num Planeta Favela de Mike Davis, mas isso não impediu que as manifestações pipocassem pelos quintais das redes sociais e blogs e fossem twittadas pelas ruas da rede. Não impediu que milhares saíssem de casa em protestos em mais de oitenta países mesmo quando a mídia tradicional tentava ignorar. Não deteve a revolução que fez do maloqueiro, happer, do blogueiro escritor, do pichador, graffiteiro. Porque hoje percebo que não somos muito poucos, mas, na verdade, poucos muitos. Pequenas minorias que compõem essa grande maioria conectada na mudança.
Inicio a Imagenária então com um manifesto em defesa da web de rua, orgânica, pirata em sua essência, feita de pessoas, para pessoas, interessadas em compartilhar, encurtar distâncias, ser mais do que um ponto e sim uma ponte nesse grande universo ilimitado, tão ilimitado quanto a própria mente humana.

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